-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
http://www.interney.net/blogs/lll/2010/12/17/feminazi/
Tem muito homem falando em feminazis suuuuper na boa e depois se espantando com a raiva da mulherada. Ó dó. Como sofrem nossos homens!
Então, deixa eu bater uma real.
Se existe um comentário que você gostava de fazer, uma palavra que você
gostava de usar, uma coisa que você gostava de fazer, e hoje você não pode
mais por causa das feministas... Não é porque elas são chatas e histéricas,
entende? É porque você é machista.
Por uma mídia responsável e não-discriminatória
Organizações de mulheres se manifestam contra o conteúdo racista, sexista e misógeno da Revista TRIP com um abaixo-assinado de repúdio ao texto, pretensamente ficcional, que relata o estupro de uma empregada doméstica por dois rapazes de classe média. Este texto não apenas banaliza o crime de estupro, mas pior naturaliza as condições indignas com que mulheres trabalhadoras domésticas, na sua maioria pobres e negras, são tratadas pela sociedade.
Se você também quiser participar pode assinar assinar a PETIÇÃO
Tai, na frente do lance, não deixou para depois e zás! postou a lamentável cena protagonizada pelo colunista da Revista TRIP.
Cena essa muito bem definida pelo comentário:
Estupro mas não mato | 10/10/2008
E o prêmio Maníaco do Parque vai para Goldman!!! O homem que vê o estupro como uma ida ao banheiro... Naturalidade.... Passa o sal por favor.... Agora passa a empregadinha ensanguentada e coberta de sêmen... Sou burguês, acho que a trip faz jornalismo e estupro mas não mato!!!
A revista TRIP publicou no seu sítio eletrônico um texto do colunista Henrique Goldman que afirma ter estuprado a "empregada da família" quando tinha 14 anos. Tratado com cinismo e abordado de forma naturalizada, o caso de estupro é ainda ridicularizado pelo estuprador, que diz ter se tornado "mais jeitosinho com as mulheres ao longo dos anos"...
Henrique Goldman, escreve hoje, depois de prescrito o crime, e nem mesmo deve entender o ato como tal.
Atente-se os factos:
1) Dolce & Gabbana, marca italiana de roupa, faz um anúncio ;
2) O anúncio mostra um homem que segura uma mulher, no chão, pelos pulsos, sob o olhar contemplador de mais quatro outros homens;
3) Espanha proíbe o anúncio.
Diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, Maurício Kuehne culpa as próprias mulheres pelo fato de 62% das presas do país não receberem nenhum tipo de visita social.
"Vou usar uma explicação simplista e que me perdoem as mulheres: é que as mulheres são burras", disse Kuehne, ao ser questionado pela Folha se há uma explicação para esse percentual.
"Elas [mulheres] vão visitar os homens [presos], mas, quando elas são encarceradas, os homens não vão visitá-las. É uma questão de cultura machista", completou.
Um raio-X nos estabelecimentos penais femininos do país revela que 62% das mulheres presas não recebem visitas sociais. O isolamento é ainda mais nítido em visitas íntimas: apenas 9% das presas recebem esse tipo de visita. Segundo o governo federal, o quadro nos estabelecimentos penais masculinos é bem diferente. Neles, o índice de presos que não recebem visitas sociais é de 20% -uma diferença de quase 70% em relação às mulheres presas.
Violência Contra a Mulher
Juiz determina que Rosângela vá a Júri Popular
Caso Rosângela – Um pouco da história
Em junho de 2006, a funcionária Rosângela Souza da Silva, 39 anos, residente na comunidade do bairro Jardim Veneza, em João Pessoa - PB, foi vitima de violência doméstica e familiar contra a mulher, torturada durante cinco horas pelo marido e presa, sob acusação de porte ilegal de arma e tentativa de homicídio (Arts. 114 e 121, do Código Penal).