-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Segui um link recebido pelo Twitter e depois outro link e descobri que a Mariana Manhães, artista de Niterói, é uma das indicadas para o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia na categoria início de carreira.
Em 2007, durante a residência de uma companheira da Genderchangers no Rio de Janeiro, visitamos a exposição da Mariana no MAC de Niterói. Ficamos impressionadas, curiosas e inspiradas, pelos músculos e sons eletrônicos, pelas asas das criaturas inventadas pela combinação de tecnologia e arte, que respiravam e pareciam capazes de partir voando sozinhas a qualquer momento.
Uma das fotos que tiramos naquele passeio de início de residência virou inclusive fundo para um cartaz para uma oficina de hardware que fizemos em São João de Meriti durante a residência. Por dentro do dentro.
Parabéns também para o núcleo desvio pela indicação na mesma categoria: a conexão que gerou este desvio na internet e na memória.
Fotos de todxs xs indicadxs no Flickr aqui.
Existiu no Pará, na primeira metade do século XIX, uma sociedade (ou associação) formada apenas por mulheres. Este era um caso raro no Brasil oitocentista. Existiam no país naquela época muitas sociedades mutualistas e beneficientes, religiosas, de trabalhadores, mas em geral, quando formadas por homens, não era permitida a participação de mulheres. Fiquei impressionada quando li sobre a existência da Sociedade das Novas Amazonas ou Iluminadas, criada em Belém em 1833. Provavelmente eram mulheres de classe média-alta, letradas (também um caso raro naquela época no Brasil). Eram nacionalistas demais e a sociedade tinha uma estrutura muito hierarquizada e ritualísticas, mas ainda assim é interessante conhecer suas características, só pelo fato extraordinário de ser uma sociedade feminina.
Working paper. Em avaliação editorial.
O embalsamar do corpo feminino de Evita incomoda pela beleza, pela frieza que oculta a doença, repõe o rosto. Gera o efeito de uma leve distração do olhar que perambula pelos contornos do corpo; corpo imagético que refaz, eviscerado, um projeto de esquecimento político, tendo sido, em segredo, ainda frio, um corpo amante.