fotorama

Collage_1

Soldado chora ao depor sobre estupro no Iraque

Submitted by t on Sáb, 24/02/2007 - 08:00.

Um militar norte-americano submetido à corte marcial num quartel do Kentucky chorou na quarta-feira ao descrever como ele e seus colegas planejaram o estupro de uma menina iraquiana de 14 anos, assassinada junto com sua família. O sargento Paul Cortez, 24 anos, é o segundo soldado a confessar os crimes ocorridos em março de 2006 em Mahmudiya, ao sul de Bagdá.
» Explosão em Bagdá mata três civis
» Atentados no Iraque matam 40 pessoas
Os soldados jogaram querosene no corpo da menina e atearam fogo na tentativa de ocultar o crime. Fardado, ladeado por seus advogados civis e militares, Cortez leu um texto descrevendo como ele e os soldados James Barker e Steven Green (já exonerado) planejaram o ataque. "Enquanto jogávamos baralho, Barker e Green começaram a falar de fazer sexo com uma iraquiana. Barker e Green já sabiam...", disse o soldado, que então começou a chorar.
De cabeça baixa, permaneceu um minuto em silêncio, fungando ocasionalmente. "Barker e Green já sabiam a qual casa eles queriam ir. Sabiam que só havia um homem na casa e sabiam que seria um alvo fácil", prosseguiu Cortez. Uma vez lá dentro, Green, suposto líder da ação, levou a mãe, o pai e a irmãzinha da menina para um quarto, enquanto Cortez e Barker apanhavam Abeer Qassim Al Janabi na sala, onde se revezaram violentando-a.
"Ela ficou se contorcendo, tentando manter as pernas fechadas e dizendo coisas em árabe", disse Cortez. "Durante o tempo em que eu e Barker ficamos estuprando Abeer, ouvi cinco ou seis tiros vindo do quarto. Depois que Barker acabou, Green saiu do quarto e disse que tinha matado todos eles, que todos estavam mortos. Green então se colocou entre as pernas de Abeer para estuprá-la", disse Cortez, ainda soluçando.
Cortez pode ser condenado à prisão perpétua pelo estupro e pelos quatro homicídios. As sentenças devem sair ainda na quarta ou na quinta-feira. Ao todo, cinco militares (sendo quatro da ativa) foram indiciados pelos crimes de Mahmudiya, que provocaram grande indignação e acirraram a tensão no Iraque. Barker se declarou culpado em novembro e foi condenado a 90 anos num presídio militar. Green foi dispensado do Exército por "distúrbio de personalidade" e aguarda julgamento civil numa prisão do Kentucky.

Posted in Submitted by t on Sáb, 24/02/2007 - 08:00.