-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
"O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para pôr fim a estes crimes monstruosos. O governo sul africando finalmente está respondendo -- *vamos apoiá-las*. Assine a petição e divulgue para os seus amigos! https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?cl=922905055&v=8260
*Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada* durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.
Infelizmente Millicent não é a únca, *este crime horrendo é recorrente na
África do Sul*, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O
mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.
De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo*, algumas
ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas* para garantir que o caso
da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da
Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e
forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, *o Ministro
ainda não respondeu às demandas por ações concretas*.
Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo -- se um grande número
de pessoas aderirem, conseguiremos *amplificar e escalar esta campanha,
levando-a diretamente ao Presidente Zuma*, autoridade máxima na garantia dos
direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que
condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de
homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e
proteção para os sobreviventes. *Assine a petição agora e compartilhe* --
nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na
Cidade do Cabo:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl
A África do Sul, chamada de Nação Arco-Íris, é reverenciada globalmente
pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi *o
primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação
baseada na sexualidade. * Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local
Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio
da impunidade.
O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas
podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato
horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As
vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente
marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane,
heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul
em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu
que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.
*A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na
África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a
ler.*Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são
estupradas antes
de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos
meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é
um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens
marginalizados, indiferença da comunidade -- e mais do que tudo -- os poucos
casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da
polícia e a impunidade.
Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org
abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. *Se o mundo todo
aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso
nacional para combater o “estupro corretivo”: *
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl
Está é uma batalha da pobreza, do machismo e da homofobia. Acabar com a
cultura do estupro requere uma liderança ousada e ações direcionadas, para
assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente
Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro.
Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano
passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul
finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos
extrajudiciais relacionados a orientação sexual.
Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós
poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais
cruciais e *iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude
pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul. *Assine agora e
depois divulgue:
https://secure.avaaz.org/po/stop_corrective_rape/?vl
Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando
cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas
e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, na Uganda,
nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o
governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à
morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas
nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem
com a crise da AIDS que estava tomando o país. *Vamos nos unir agora e
defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e
violência. *
Com esperança e determinação,
Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz
Leia mais:
Mulheres homossexuais sofrem 'estupro corretivo' na África do Sul:
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/12/09/mulheres-homossexuais-sofre...
ONG ActionAid afirma que "estupros corretivos" de lésbicas na África do Sul
estão aumentando:
http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/lifestyle/2010/03/22/243215-ong-ac...
Acusados de matar atleta lésbica são julgados na África do Sul:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,acusados-de-matar-atlet...