-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Estimados amigos e amigas,
A Brigada Militar (PM do RS) realizou um violento despejo, prendeu 800 mulheres, feriu 60, uma prisão. Tudo isso amparada por um "interdito proibitorio" que a empresa SOTRA ENZO, conseguiu com a "justiça" que autoriza a policia a fazer despejo sem mandato judicial, de qualquer de suas areas ocupadas. É o estado brasileiro a serviço de uma empresa Finlandesa, que comete um crime de ter comprado 86
mil hectares de medios egrandes proprietarios, na area de fronteira com Uruguai e Argentina o que é proibido por lei.
FAVOR ENVIAR SUAS MENSAGENS DE PROTESTO A GOVERNADORA Yeda Crusius.. -> gabinete-governadora@gg.rs.gov.br
E solidariedade às mulheres da via campesina, que fizeram para denunciar as irregularidades e o avanço do monocultivo do eucalipto.
veja mais abaixo noticias recentes.
A ultimas noticias sobre as mulheres do RS:
1. Foram presas as 700 mulheres.Agora a pouco os advogados estavam tentando negociar para que pelo menos as crianças comessem porque todas estão desde manha sem comer nada. Além da ameaça da policia de levá-las para juizado de menores.
2. Uma companheira esta presa, no presidio de livramento. Acusada de formação de quadrilha e desacato a autoridade. A policia não sabia onde colocar as 700 mulheres porque não cabe no quartel. A pouco foram tdas para um ginásio de esporte.
3. O mais grave é temos mais de 30 mulheres feridas e até a pouco tempo (11:45) não tinham recebido nenhum atendimento médico.
CONTACTO NO LOCAL Christiane: 51. 96971712.
> Via Campesina e MST bloqueiam rodovias do Rio Grande do Sul
*Manifestantes protestam contra ação da PM gaúcha, que teria resultado na prisão de mulheres sem-terra*
Sandra Hahn - Agência Estado
PORTO ALEGRE - Manifestantes ligados à Via Campesina e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam bloqueios, desde o começo da
manhã desta quarta-feira, 5, em oito trechos de estradas do Rio Grande do Sul em protesto "contra a violência da Brigada Militar" (PM gaúcha) e a
prisão de mulheres na noite noite de terça-feira, 4, em Santana do Livramento, cidade na fronteira com o Uruguai.
**
Conforme o MST, os bloqueios atingem Pedro Osório, Piratini (BR-293), Bossoroca, Nova Santa Rita (BR-386), Charqueadas, Hulha Negra (BR-293),
Santana do Livramento (no limite com Rosário do Sul), Tupanciretã (trevo de acesso à cidade). Além dos bloqueios, os grupos formaram acampamentos em
Porto Alegre e Encruzilhada do Sul. Em nota, os grupos afirmam que cerca de 50 mulheres foram feridas por balas de borracha e estilhaços de bombas na operação de terça.
A ocupação da área foi feita, segundo o movimento, em protesto contra o plantio de florestas de eucalipto da feita pela Stora Enso na região e os
projetos que tramitam no Congresso Nacional propondo a redução da faixa de fronteira do Brasil de 150 quilômetros para 50 quilômetros. Polícia põe fim a invasão da Via Campesina no Sul SANDRA HAHN - Agencia Estado
PORTO ALEGRE - A Brigada Militar (a PM gaúcha) fez a retirada forçada de mulheres ligadas à Via Campesina que haviam invadido a Fazenda Tarumã, da Stora Enso, em Rosário do Sul (RS). De acordo com o grupo de manifestantes, a BM usou balas de borracha e bombas na operação, realizada por volta das 17h. O comandante da BM em Santana do Livramento, Lauro Binsfield, disse que levou um golpe de foice no braço. A operação também teria causado ferimentos
a manifestantes, mas não foi possível obter detalhes com o grupo.
O delegado Hotelo Caiaffo, da delegacia de polícia regional de Santana do Livramento, afirmou que as mulheres serão levadas para o local esta noite,
onde as líderes do movimento serão autuadas em flagrante e presas por invasão de terra com violência, corrupção de menores (havia crianças no
grupo) e lesões corporais. Centenas de mulheres participaram da invasão da fazenda, que começou na madrugada de hoje (04). A previsão da delegacia é de
que aproximadamente 600 manifestantes sejam levadas ao local para registro.
A ocupação da área foi feita, segundo o movimento, em protesto contra o plantio de florestas de eucalipto da multinacional sueco-finlandesa Stora
Enso na região e os projetos que tramitam no Congresso Nacional propondo a redução da faixa de fronteira do Brasil de 150 quilômetros para 50
quilômetros.
>> http://www.fazendomedia.com/diaadia/protoblog.htm
>>
*Jornalismo canalha,
por Marcelo salles, Rio de Janeiro.
AS MULHERES da via campesina
Um contingente da Brigada Militar invadiu de forma violenta o acampamento das mulheres da Via Campesina na Fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, por volta das 17h, nesta terça-feira. As primeiras informações da área registram que há centenas de agricultoras feridas.
As cerca de 250 crianças que estavam no acampamento foram separadas das mães e colocadas deitadas com as mãos na cabeça. Ferramentas de trabalho foram apreendidas e barracos destruídos.
Durante o dia, a Brigada Militar já havia agredido um grupo menor de camponesas na entrada da fazenda e coagido os jornalistas que estavam na área cobrindo o episódio. Um cinegrafista foi detido por mais de uma hora e a sua fita com o registro da agressão apreendido.
Não é a primeira ação violenta do Governo Yeda Crusius. A Via Campesina condena a ação e denuncia que a governadora tucana coloca o aparato policial do Estado a serviço de uma de suas maiores financiadoras de campanha, a multinacional Stora Enso.
Via Campesina denuncia com a ocupação que a área foi adquirida ilegalmente pela empresa estrangeira e burlando a Constituição Federal, por se localizar em faixa de fronteira, o que é proibido por lei. As corporações de mídia entraram na cobertura, mas pela linha da criminalização das camponesas. É sempre bom ressaltar que nossa crítica vai em direção ao sistema de comunicação tal como ele se apresenta hoje:
concentrado em poucas mãos e a serviço da exploração do povo brasileiro. Os repórteres, de modo geral, são bem intencionados e têm apenas sua força de trabalho para vender. Entretanto, algumas vezes eles fazem de tudo para satisfazer seus patrões e esquecem qualquer compromisso com a ética profissional. No Jornal do STB de hoje, o apresentador disse o seguinte:
"Se essas mulheres acham que estão fazendo algo defensável, por que usam lenços sobre o rosto? Deviam fazer isso de cara aberta". O apresentador
em questão não é mulher, não é camponês e não sabe o que é viver sem ter onde morar e trabalhar. Não conhece o significado da palavra "sem-terra". Além
de nunca ter passado por essas necessidades (ou sentido os preconceitos por viver numa sociedade machista, no caso das mulheres), o apresentador,
de uma sala com ar-condicionado, aceita alegremente fazer o jogo do patrão, cujos interesses são muito parecidos com os interesses dos donos da Stora Enso e dos governantes do Rio Grande do Sul. Ele pede para ver a cara daquelas mulheres, que ousaram lutar para fazer valer seus direitos básicos - previstos na Constituição - e, para isso, colocando em risco a vida dos próprios filhos. Mas o apresentador não tem idéia do que isso significa. Nem nunca terá. Será sempre um medíocre, vassalo das corporações multinacionais, escravo de seu tão alto quanto indigno salário e um covarde, que jamais diria o que disse na frente de uma daquelas camponesas. Não precisava ser mais de uma pra dar conta de um cretino adestrado como esse; um pulha, um rato, que além de tudo ofende todos os jornalistas que procuram fazer seu trabalho com correção e em observância ao juramento profissional: "A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na luta por sua dignidade". E é justamente em face deste juramento que eu assino este texto. Em defesa das camponesas contra o ataque covarde desta e das demais corporações de mídia.
>>
>> NOTICIAS DO ESTAO DE SAO PAULO 5 de março de 2008
>>
>> Polícia tira mulheres da área de multinacional no RS Integrantes da Via Campesina havia invadido fazenda da Stora Enso em Rosário do Sul
>>
>> Sandra Hanh e Elder Ogliari, PORTO ALEGRE
>>
>> A Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha) fez ontem a retirada forçada de mulheres ligadas à Via Campesina que haviam invadido a Fazenda Tarumã, da multinacional sueco-finlandesa de papel e celulose Stora Enso, em Rosário do Sul (RS).
De acordo com o grupo de manifestantes, a Brigada usou balas de borracha e bombas na operação, realizada por volta das 17h. O comandante da corporação em Santana do Livramento, Lauro Binsfield, disse que levou um golpe de foice no braço. A operação também teria causado ferimentos em
manifestantes.
O delegado Hotelo Caiaffo, da delegacia regional de Santana do Livramento, afirmou que as mulheres foram autuadas em flagrante e presas por invasão de terra com violência, corrupção de menores (havia crianças no grupo) e lesões corporais. Cerca de 500 mulheres participaram da invasão, que começou na madrugada.
PROTESTO
Segundo nota distribuída à imprensa pela Via Campesina, à tarde, a ocupação foi um protesto contra o plantio de florestas da multinacional
na região e os projetos que tramitam no Congresso propondo a redução da faixa de fronteira do Brasil de 150 para 50 quilômetros.
O grupo chegou durante a madrugada, entrou na propriedade de 2,075 mil hectares, arrancou os eucaliptos que estavam plantados em cerca de quatro hectares e montou acampamento.
A Brigada Militar colocou um destacamento diante da área e apreendeu 13 ônibus que haviam feito o transporte das ativistas. Antes da desocupação
a situação já havia ficado tensa algumas vezes durante o dia. Numa delas, dez policiais militares tentaram dispersar um grupo maior de mulheres. Houve agressões de parte a parte, mas ninguém ficou ferido.
Como há um interdito proibitório emitido previamente pela Justiça, a Brigada Militar não precisou de nova ordem de reintegração de posse para desocupar a área.
A Via Campesina combate o plantio de eucaliptos que a Stora Enso e outras duas empresas de papel e celulose, a Aracruz e a Votorantim, estão
fazendo na metade sul do Rio Grande do Sul para abastecer futuras fábricas de celulose. "Estamos iniciando uma jornada de lutas por soberania alimentar e contra o agronegócio e suas monoculturas", explicou o porta-voz da Via Campesina, Miguel Stedile. A Stora Enso não se manifestou.
-------
Para Incra, compra de terra na fronteira é proibida pelas leis do País / Roldão Arruda
A disputa travada no Rio Grande do Sul entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Stora Enso, empresa líder no mercado mundial de papel e celulose, caminha para o impasse. Em entrevista ao Estado, o presidente do instituto, Rolf Hackbart, disse ontem que a instalação de uma nova indústria de papel em território gaúcho, próxima à fronteira com o Uruguai, afronta a legislação brasileira.
Hackbart negou as acusações de perseguição política, feitas por executivos da Stora Enso. O entrave, disse ele, está relacionado à compra de 110 mil hectares de terras para reflorestamento com eucalipto - matéria-prima da futura indústria, que teria um investimento inicial de US$ 250 milhões.
"O ponto mais importante da discussão é a soberania, o controle sobre o território", disse Hackbart, referindo-se à Lei de Faixa de Fronteiras, que impede a compra de terras por estrangeiros nessa área. "O Incra segue o que determina a lei."
Em Porto Alegre, o superintendente regional do Incra, Mozar Dietrich, também negou qualquer tipo de perseguição à empresa, que desde 2005 tenta sem sucesso levar adiante o projeto da indústria. "Embora os procuradores do Incra tenham alertado sobre a ilegalidade da compra de terras por estrangeiros em faixa de fronteira, a empresa começou a comprar fazendas e a plantar eucaliptos", afirmou o superintendente.
"Acusam-nos de atraso na análise dos processos de compra de terras, mas na prática ocorre o contrário", disse. "Dos 46 mil hectares que já adquiriu, a empresa só entregou os documentos de 17 mil."
Dietrich é categórico: com a legislação em vigor é impossível a aprovação da compra de terra. Em reportagem publicada ontem, o Estado mostrou que o projeto causa polêmica entre os gaúchos.
Diante da resistência do Incra, as esperanças da Stora Enso voltam-se para uma proposta que tramita no Congresso. Ela já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, se for aprovada, a atual faixa de fronteira, delimitada em 150 quilômetros, será reduzida para 50 quilômetros. Com essa mudança, proposta pelo senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), a Stora Enso poderia realizar o projeto.
Instalação da indústria opõe Dilma a ministro do Desenvolvimento Agrário / Roldão Arruda
A polêmica sobre a instalação da nova indústria da Stora Enso no Rio Grande do Sul divide o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu partido, o PT. Existe uma ala que apóia o desembarque da multinacional no território gaúcho - região marcada pela pecuária extensiva e o plantio de arroz, considerada decadente; e outra que se opõe à iniciativa.
No primeiro grupo, a favor, estariam alinhados desde a ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, a deputados da bancada estadual do PT em Porto Alegre e prefeitos petistas das cidades na área do projeto. Suas atenções no momento estão voltadas para o Congresso, onde tramita projeto que propõe a redução da faixa de fronteira vedada a estrangeiros. Seria a melhor maneira de contornar os entraves do projeto.
A proposta foi apresentada por um senador da base aliada do governo, Sérgio Zambiasi (PTB-RS), e conta com o apoio da governadora do Rio Grande do Sul, a tucana Yeda Crusius. Do outro lado, contra a fábrica, estariam os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário, representados na linha de frente pelo Ibama e o Incra. O grupo também conta com o apoio de deputados , prefeitos e, principalmente, do Movimento dos Sem-Terra (MST) e de organizações ambientalistas.
BALANÇA E AMBIENTE
Os defensores do projeto vêem nele benefícios para a balança comercial (quase toda a produção da Stora Enso é exportada) e chances de desenvolvimento da região. Os opositores vêem riscos ambientais e de concentração de terras.