-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Há um pouquinho mais de um mês atrás fiz um post sobre a 3a. reunião do Fórum de Governança da Internet que vai rolar no começo de dezembro na India.
De lá para cá águas rolaram, Gabeira não se elegeu, mas Barak Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos, salve! salve! mas coisas horríveis também aconteceram, não quero nem mencionar agora, por fim ainda continuamos na "inhanha" do PL proposto pelo Senador Eduardo Azeredo produzido pelo pânico da pedofilia no Brasil.
Tai, na frente do lance, não deixou para depois e zás! postou a lamentável cena protagonizada pelo colunista da Revista TRIP.
Cena essa muito bem definida pelo comentário:
Estupro mas não mato | 10/10/2008
E o prêmio Maníaco do Parque vai para Goldman!!! O homem que vê o estupro como uma ida ao banheiro... Naturalidade.... Passa o sal por favor.... Agora passa a empregadinha ensanguentada e coberta de sêmen... Sou burguês, acho que a trip faz jornalismo e estupro mas não mato!!!
A Internet nunca foi apenas uma ferramenta, um ambiente, uma plataforma ou uma nova dimensão per si. Internet é tudo isso e muitas outras cosias, mas fundamentalmente desde o seu início, desde as primeiras arruleas e conexões, a Internet foi se configurando como um espaço político, um espaço de lutas acirradas e conflitos, muitas vezes, insanos.
Em defesa dos direitos das mulheres
Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado – 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.
A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir este grave problema de saúde pública.
Dia de luta pela descriminalização do aborto na América Latina e no Caribe
Este ano o Brasil enfrenta duas situações críticas com relação aos direitos das mulheres, o direito à liberdade e à dignidade. Os exemplos vêm de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde quase 10 mil mulheres estão sendo perseguidas por suspeita de prática de aborto.
Também é lá que um promotor de justiça indeferiu um pedido de interrupção da gravidez em razão de anencefalia fetal (incompatível com a vida). O promotor sustenta seu indeferimento a partir de argumentos religiosos!
Acabei de ler isso no blog Arbítrio do Yúdice:
No interior do estado do Amazonas, a prefeitura de alguns municípios investigados pela CPI da Pedofilia, pagam a virgindade das moçoilas ainda impúberes com serviços públicos e melhorias no local de residência da família... É mole?
Algém sabe mais sobre esta repugnante prática? Enviem informação!!!!